Brigas, vaidades e desconfianças: a oposição repete o velho roteiro de derrotas

Enquanto o governo avança, os adversários seguem se devorando internamente

A cada nova semana, a oposição sergipana parece provar que seu maior inimigo não está no Palácio dos Despachos — está dentro dela mesma. Disputas internas, vaidades pessoais e a velha mania de transformar aliados em rivais continuam sendo o combustível que mantém o grupo em permanente autodestruição.

Valmir de Francisquinho tenta se apresentar como o nome capaz de unir o que sobrou. Mas a tarefa soa quase impossível. Depois de ser escanteado por Emília Corrêa e de perder espaço no próprio PL, o ex-prefeito agora busca refúgio no Podemos, tentando montar uma nova frente com Ricardo Marques, vice-prefeito de Aracaju, também em rota de colisão com a prefeita.

O problema é que, no xadrez político, Valmir parece estar jogando sozinho. As lideranças que antes o seguiam hoje caminham com desconfiança, e Emília — mesmo enfraquecida — ainda é quem tem a caneta e a visibilidade.

O almoço entre Valmir e Ricardo, alardeado como símbolo de unidade, soou mais como tentativa de sobrevivência. Nos bastidores, o clima é de desconfiança e incerteza. Quem será o líder da oposição em 2026? Quem ainda acredita em um projeto coletivo?

Enquanto essas perguntas ecoam, o governo segue fortalecendo sua base e entregando resultados concretos. A oposição, por outro lado, parece presa em seu próprio labirinto — onde cada saída vira uma nova briga e cada passo, uma nova cisão.