Candisse Carvalho denuncia negligência da gestão de Emília no atendimento a mulheres vítimas de violência em Aracaju

A jornalista e um dos principais nomes da oposição à atual gestão de Emília Corrêa (Republicanos) na capital, Candisse Carvalho (PT), que constantemente tem usado suas redes sociais como ferramenta de denúncias, denunciou hoje, 27, a interrupção do atendimento psicológico e do transporte oferecidos pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) em Aracaju.

Em vídeo divulgado em suas redes, ela afirmou que, desde abril do ano passado, mulheres vítimas de violência estão sem acompanhamento terapêutico, apesar de não terem recebido alta médica, o que, segundo ela, configura mais uma forma de violência institucional.

De acordo com a denúncia, o último encontro do grupo terapêutico ocorreu em 30 de abril de 2025. Desde então, as participantes ficaram sem assistência após a saída da psiquiatra responsável, sem que a gestão municipal providenciasse substituição. “Elas simplesmente suspenderam a terapia e o transporte, e até hoje o serviço não retornou”, afirmou Candisse, destacando que se trata de mulheres que já passaram por situações traumáticas e seguem desassistidas.

Candisse explicou ainda que o CRAM é um serviço público criado para acolher mulheres em situação de violência, oferecendo atendimento psicológico, social e jurídico. O equipamento foi inaugurado em novembro de 2023 e, segundo informações públicas da própria Prefeitura de Aracaju, contava com orçamento mensal em torno de R$ 100 mil para garantir os atendimentos.

Ao final, Candisse direcionou questionamentos à prefeita Emília, ressaltando a contradição de a capital viver esse cenário justamente na gestão da primeira mulher a comandar o Executivo municipal. Ela cobrou a retomada imediata do serviço e reforçou que seguirá denunciando o caso. “Denunciar também é proteger”, afirmou.