A gestão de Emília Corrêa (PL), que em apenas oito meses tem se atropelado em erros grotescos e sucessivas polêmicas, volta a ser alvo de forte pressão política e institucional devido aos indícios de sobrepreço na compra dos ônibus elétricos. E, nesta quinta-feira (7), a situação se agravou ainda mais após o vereador Camilo Daniel (PT) ter anunciado na tribuna da Câmara Municipal de Aracaju que solicitou formalmente a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o processo.
O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) havia suspendido os pagamentos e determinado a retirada dos veículos de circulação, citando indícios de sobrepreço de até R$ 28,5 milhões, além de cláusulas restritivas, falta de fundamentação técnica e irregularidades na adesão à ata de registro de preços.
Para Camilo, a gravidade dos fatos exige uma resposta da própria Câmara, que aprovou o empréstimo utilizado na aquisição dos ônibus. “Se o Tribunal de Contas está abrindo uma linha de investigação, eu acredito que está na hora da Câmara de Vereadores de Aracaju também investigar essa situação, principalmente por conta do alto valor de empréstimo aprovado nesta Casa para compra de ônibus elétrico”, afirmou.
Segundo a Revista Realce, o pedido da CPI surge em meio a uma sequência de questionamentos envolvendo a gestão de Emília, que também preside o Consórcio de Transporte Público Coletivo Intermunicipal da Região Metropolitana de Aracaju (CTM). A prefeita, por meio da Procuradoria do Município, recorreu administrativamente da decisão do TCE e obteve uma liminar do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), suspendendo os efeitos da medida cautelar, uma vitória parcial que não elimina o desgaste político e nem encerra o debate.