A estratégia adotada por Valmir de Francisquinho durante o debate da TV Sergipe voltou a chamar atenção pelo confronto entre algumas de suas declarações e indicadores oficiais. Ao abordar a situação financeira do Estado, o candidato afirmou que Sergipe estaria “quebrado”, uma avaliação que não encontra respaldo nos principais indicadores fiscais divulgados sobre as contas estaduais.
Dados referentes a 2025 mostram que Sergipe encerrou o ano com Dívida Consolidada Líquida de R$ 1,15 bilhão e relação entre a dívida e a Receita Corrente Líquida de apenas 7,04%, a oitava menor do país. O percentual ficou muito abaixo do limite de 200% estabelecido pelo Senado para os estados.
Outro indicador que contrasta com a declaração de Valmir é a Capacidade de Pagamento (Capag). Sergipe recebeu nota A do Tesouro Nacional por dois anos consecutivos, classificação baseada em endividamento, poupança corrente e liquidez e utilizada para avaliar a capacidade dos entes de honrarem seus compromissos financeiros.
O desempenho fiscal também aparece em outra avaliação: no Ranking de Competitividade dos Estados de 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública, Sergipe alcançou a quarta colocação nacional em gestão fiscal.
Diante desses indicadores, a afirmação de que o Estado estaria “quebrado” entra em choque com os dados disponíveis e adiciona mais um capítulo à discussão sobre a precisão das informações utilizadas por Valmir nesta reta final da campanha, que tem preferido partir para desinformação, ao invés da apresentação de propostas.
