Diante de pesquisas que ameaçam frustrar mais uma vez seu projeto de chegar ao Governo, Valmir parece disposto a atacar por todos os lados

A situação de Valmir de Francisquinho (Republicanos) começa a ficar cada vez mais complicada nesta altura do campeonato. Depois de passar boa parte dos últimos anos apostando na imagem de perseguido e alimentando a expectativa de que chegaria a 2026 como grande favorito, o itabaianense vê pesquisas apontarem justamente o contrário: Fábio Mitidieri (PSD) aparece à frente em diferentes levantamentos e alguns cenários já colocam no horizonte até uma definição no primeiro turno. É diante dessa possibilidade de ver novamente escapar o projeto de chegar ao Governo que ele parece ter decidido novamente partir para o ataque por todos os lados.

Nos últimos dias, por exemplo, notícias antigas voltaram a ser requentadas e praticamente qualquer assunto capaz de gerar desgaste para o governador passou a servir de munição. A impressão é de uma campanha tentando encontrar, a qualquer custo, algo que consiga interromper o momento favorável do adversário. Se a vitimização não foi suficiente para virar o jogo, Valmir agora aposta no confronto para tentar conseguir aquilo que até aqui não apareceu nas pesquisas.

O problema é que atacar Fábio também abre espaço para que o passado do próprio Valmir volte à mesa. E aí aparecem contradições difíceis de contornar. O candidato que durante anos acusou Belivaldo Chagas de persegui-lo e chegou a apontá-lo como responsável político por sua prisão hoje está aliado ao mesmo grupo. Some-se a isso declarações controversas, antigas acusações e questionamentos sobre suas gestões e uma sequência de alianças que desmontaram parte do personagem de vítima construído ao longo dos últimos anos.

A menos de um mês das urnas, Valmir parece perceber que apenas repetir que foi perseguido não será suficiente para levá-lo ao Governo. E quanto mais as pesquisas ameaçam frustrar novamente esse projeto, mais agressiva fica sua campanha.