Diversos fatores e declarações já deixaram claro que a oposição chegou a 2026 longe de qualquer consenso, não apenas para a disputa pelo Governo do Estado, mas também para a corrida pelo Senado. Conforme analisou a Revista Realce, o cenário é de fragmentação interna, vaidades expostas e dificuldade de unificação em torno de um ou dois nomes capazes de representar o grupo de forma coesa na eleição majoritária.
Um dos principais entraves apontados pela análise envolve o deputado federal Rodrigo Valadares, que tenta se viabilizar como pré-candidato ao Senado, mas enfrenta resistências dentro do próprio campo oposicionista. Nos bastidores, pesa contra ele o desgaste provocado pela tomada do comando do PL em Sergipe, movimento que aprofundou o racha com os irmãos Amorim e dificultou a construção de apoios estratégicos para a disputa à Casa Alta.
Esse distanciamento ficou ainda mais evidente após declarações do delegado André David. Em entrevista à Foca, ele deixou claro que não trabalha com a hipótese de apoiar Rodrigo Valadares para o Senado. Ao contrário, sinalizou alinhamento com outro projeto dentro da oposição, reforçando a leitura de que inexiste, até o momento, qualquer convergência em torno do nome do deputado federal.
Na mesma entrevista, André David declarou apoio apenas ao ex-senador Eduardo Amorim como seu primeiro voto, condicionando a definição da segunda vaga a uma decisão coletiva do grupo.
