Em pleno clima pré-eleitoral, Valmir de Francisquinho (Republicanos) voltou a apostar na estratégia da desinformação ao tentar transformar um caso técnico de irregularidade em narrativa política contra a concessionária responsável pelo abastecimento de água no estado, a Iguá Sergipe.
De acordo com nota oficial da empresa, uma vistoria de rotina identificou que o hidrômetro de uma unidade consumidora havia sido danificado intencionalmente, com uma perfuração na cúpula do equipamento, procedimento usado justamente para impedir que o medidor registre o consumo real de água.
Após a substituição do equipamento, a concessionária confirmou a adulteração. A prática pode configurar furto de água, conduta prevista no Artigo 155 do Código Penal, que trata do crime de furto.
A fiscalização também constatou que o imóvel apresenta alto consumo hídrico, com estrutura voltada para reservatórios, irrigação e criação de animais, cenário que amplia o impacto da fraude ao distorcer o faturamento e gerar prejuízo ao sistema de abastecimento.
Diante das evidências, foi lavrado um Termo de Ocorrência de Irregularidade (TOI). Ainda segundo a empresa, o responsável pela unidade compareceu à loja de atendimento e reconheceu formalmente o dano causado ao hidrômetro, encerrando qualquer dúvida técnica sobre o caso.
Mesmo assim, Valmir passou a difundir versões que ignoram esses fatos e tentam apresentar o episódio como perseguição ou abuso da concessionária. A estratégia, no entanto, tem sido vista nos bastidores como uma tentativa de inverter a narrativa e capitalizar politicamente um caso que, na prática, envolve fraude comprovada no equipamento de medição.
A própria Iguá Sergipe destacou que tem ampliado políticas de apoio aos consumidores, como a Tarifa Social, que cresceu 88% desde maio de 2025, além da Tarifa do Leite, programa que oferece até 70% de desconto para pequenos produtores.
