A semana foi agitada para a direita sergipana após vir à tona o planejamento do PL Nacional para as eleições de 2026, que chamou atenção pela exclusão do nome de Valmir de Francisquinho. O prefeito de Itabaiana não reagiu da melhor forma, e o vazamento acabou expondo uma ferida que ainda não cicatrizou: a rejeição que persiste entre eleitores de Jair Bolsonaro desde os movimentos contraditórios de 2022, quando, no segundo turno, apoiou o então candidato do PT.
Esse desgaste foi escancarado nesta semana pelo deputado federal Rodrigo Valadares (UB), que voltou a afirmar, sem rodeios, que o prefeito traiu o bolsonarismo em Sergipe. A avaliação é de que a confiança quebrada naquele episódio segue viva na memória do eleitor mais ideológico da direita.
Prova disso é que, quando recuperou a elegibilidade, havia expectativa no meio político de uma onda de apoio e mobilização popular em torno do nome do prefeito. O que se viu, porém, foi um cenário bem mais frio. Dentro do campo bolsonarista, segundo relatos de bastidores, prevaleceu desconfiança, exatamente o oposto do clamor que aliados de Valmir esperavam.
Na tentativa de reagir, o prefeito tem elevado o tom e buscado reposicionar seu discurso junto ao eleitor conservador. O problema é que, ao mesmo tempo em que tenta reconstruir pontes, segue acumulando atritos públicos com figuras importantes da própria direita, como Rodrigo Valadares e o grupo que hoje orbita o PL em Sergipe.
Ele tenta correr atrás de um eleitorado que já deu sinais claros de afastamento. E, no jogo que começa a se montar para 2026, o prefeito enfrenta um obstáculo que não veio dos adversários, foi construído por ele mesmo.
