Uma denúncia divulgada pela jornalista Candisse Carvalho levantou questionamentos sobre a contratação do cantor Mikael Santos para o Réveillon de Aracaju, durante a gestão da prefeita Emília Corrêa, colocando-a novamente no centro de mais uma polêmica com relação ao dinheiro público.
De acordo com o levantamento, o valor pago pelo show na capital teria sido de R$ 400 mil, cifra que representa, segundo a denúncia, o dobro do cachê praticado pelo mesmo artista em outros municípios sergipanos ao longo de 2025 e início de 2026.
A apuração comparou contratos públicos recentes firmados com o cantor em diferentes cidades. Em Telha, em janeiro de 2025, o cachê teria sido de R$ 80 mil. Já em Graccho Cardoso, em abril do mesmo ano, o valor chegou a R$ 200 mil, incluindo custos operacionais, contexto em que o artista vivia um momento de maior ascensão. Em Itabaiana, em maio de 2025, o cachê também foi de R$ 200 mil. O dado que chama atenção é o contrato do Réveillon de Aracaju, no qual o valor teria saltado para R$ 400 mil, sem que, segundo a denúncia, houvesse alteração significativa no formato do show que justificasse o aumento.
Outro ponto destacado é a comparação com contratações posteriores. Em janeiro de 2026, durante a tradicional Festa das Cabacinhas, em Japaratuba, o cachê pago ao mesmo artista teria sido de R$ 250 mil, valor inferior ao pago pela capital, mesmo após o período de maior visibilidade do cantor. A própria justificativa contratual de Japaratuba, ainda segundo a denúncia, faz referência a valores praticados em municípios como Aquidabã e Itabaiana, todos dentro de uma média considerada regular para o mercado.
