Unidade de fachada: oposição insiste em encenação enquanto rachas se aprofundam

A oposição em Sergipe tem adotado uma estratégia: sempre que os conflitos internos ameaçam vir à tona, a resposta é uma foto ensaiada e um discurso vazio sobre unidade. O problema é que, quanto mais o grupo insiste nessa encenação, mais evidentes ficam as fraturas, os ressentimentos e a disputa desenfreada por espaço e comando.

Nos bastidores, a resistência de Valmir de Francisquinho em aceitar qualquer tipo de subordinação política não é novidade. O que chama atenção agora é o esforço quase desesperado para empurrá-lo para uma posição secundária, enquanto se tenta preservar a imagem de liderança de Emília Corrêa. O arranjo, porém, não se sustenta. Valmir não aceita ser liderado, e Emília não abre mão do protagonismo. O choque é inevitável.

A tentativa de mascarar essa realidade com gestos e registros fotográficos apenas repete um padrão que já fracassou outras vezes, como ocorreu com os desgastes entre Valmir e Eduardo, e do ex-senador com Rodrigo Valadares.

O discurso de harmonia também entra em colapso quando se observa o comportamento das principais lideranças nos bastidores. Conversas atravessadas, recados indiretos e desconfiança mútua dominam o ambiente interno, enquanto cada um calcula como sair do processo sem ficar no prejuízo, mesmo que isso signifique sabotar alianças ainda em construção.