sexta-feira, agosto 29, 2025

Emília escancara vitimismo ao tentar manipular opinião pública após desgaste sobre sobrepreço dos ônibus elétricos

O ex-prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, acusou nesta segunda-feira, 4, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), de tentar manipular a opinião pública ao associar a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) a um suposto aumento da tarifa de ônibus na região metropolitana para R$ 8,43.

A fala de Marcos ocorre em meio ao desgaste político enfrentado por Emília devido à polêmica compra de ônibus elétricos com indícios de sobrepreço, que levou o TCE a determinar medidas cautelares contra a sua gestão.

Segundo Marcos Santana, a prefeita estaria distorcendo as informações para se colocar como vítima diante da opinião pública. “É por isso que os municípios assinaram e fazem parte de um consórcio, que vai passar recurso de subsídio para que a tarifa não seja tão elevada. O R$ 8,43 não vai para a bilhetagem. Sejamos honestos, falemos a verdade, não é R$ 8,43. Quando ela fala assim, é para que a opinião pública fique do lado dela”, afirmou em entrevista ao radialista Marcos Aurélio.

Segundo a Revista Realce, a narrativa de que a tarifa subiria automaticamente para R$ 8,43 começou a ser utilizada pela gestão municipal após o TCE apontar ilegalidades na adesão à Ata de Registro de Preços da Prefeitura de Belém (PA), no valor de mais de R$ 30 milhões, para aquisição dos ônibus elétricos. O tribunal apontou indícios de sobrepreço, determinou a continuidade de uma concorrência pública local e impôs medidas cautelares.

Documentos do contrato de concessão de transporte urbano, firmados ainda na gestão de Edvaldo Nogueira, de fato preveem o valor de R$ 8,43 como tarifa de remuneração do sistema, mas com subsídios públicos para reduzir o impacto direto no bolso do usuário.

A declaração de Marcos reacende o debate sobre transparência na comunicação oficial da Prefeitura e amplia a pressão política sobre Emília Corrêa, que já enfrenta críticas pelos erros administrativos acumulados nos primeiros meses de governo.